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Após dois meses da COP-25, Brasil continua na busca para o cumprimento das NDCs


Mostrando dificuldades no cumprimento da chamada Contribuição Nacionalmente Determinada -em inglês, NDC -, o Brasil tornou-se centro de discussões na última Conferência do Clima, COP-25, após um ano turbulento com o aumento de 30% do desmatamento da Amazônia.

Antes considerado protagonista nas discussões internacionais sobre a crise do clima, o Brasil perdeu a aspiração na 25ª edição da COP (Conferência das Partes) da ONU. O país retirou-se de um dos encontros climáticos mais importantes do mundo sem trazer os benefícios que planejava nem levar ofertas significativas para as negociações.


Com intenção de buscar verbas estrangeiras para ações de combate à degradação ambiental, o Brasil usou exemplos que mostram que, ao longo das outras edições da conferência, fez relevantes esforços para a preservação do ambiente. Em meio ao clima de tensão, sendo intensamente criticado por conta do aumento das queimadas da floresta amazônica, o país não iniciou novas metas.


Continuou com o comprometimento das NDCs brasileiras de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% em relação aos níveis de 2005 até 2025, com um subsídio indicativo de diminuir as emissões de gases de efeito estufa em 43% abaixo dos níveis de 2005, em 2030, mesmo depois da ONU indicar que as metas podem não ser atingidas sem uma ação rápida e emergente.


O professor de meteorologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rafael Coll, revelou que a baixa credibilidade na ciência brasileira faz com que o cenário caminhe para um pior cenário nas próximas décadas.


"Preservar os seus biomas tornou-se algo fictício e imoral, a Amazônia é um exemplo claro disso, bem como a demissão do Presidente do INPE, nós temos inúmeros trabalhos publicados atualmente sobre incêndios e carbono na Amazônia com foco em cenários futuros recentes.", destacou Coll.


Desde a criação do Acordo de Paris, em 2015, o Brasil e outros 196 países traçaram uma meta de manter a temperatura global em 2°graus centígrados até 2030. O tratado também exige que cada país adote uma meta em âmbito doméstico, as NDCs, como forma de monitorar o progresso de cada país. A Conferência do Clima é a chave para as decisões mundiais a respeito do destino das alterações climáticas, mas no ano passado nenhum sinal intenso de mitigação climática foi emitido.

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