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Dia Mundial do Campo: Práticas agroflorestais podem reverter a degradação do solo



As relações entre segurança alimentar e mudanças climáticas vem sendo cada vez mais discutidas, já que ambas representam desafios deste século para as populações. Dados do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC, 2014), revelam que os efeitos negativos das mudanças climáticas na agropecuária já vêm sendo observados em diferentes regiões do globo, sobretudo em países em desenvolvimento, como o Brasil.


Os setores da Agricultura, Florestas e Outros Usos da Terra, por exemplo, são responsáveis por cerca de 30% de todas as emissões de gases do efeito estufa (GEE). Além disso, somente a produção agropecuária responde por metade do metano (CH4) e dois terços do óxido nitroso (N2O) emitido como resultado de atividades humanas (IPCC, 2013).


Ao aumentar a produção agrícola de forma sustentável pode-se impactar positivamente a oferta de alimentos usando menos recursos e minimizando os impactos ambientais negativos. Dessa forma, é possível combinar práticas de adaptação, para aumentar a resiliência da agricultura, e de mitigação, visando reduzir as emissões de GEE’s. Em resumo, as práticas agroflorestais podem retardar ou reverter a degradação do solo, aumentar sua fertilidade e “sequestrar” cada vez mais carbono.



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