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Energia solar cresce no Brasil



A matriz energética brasileira tem, aos poucos, virado o jogo na disputa entre as fontes mais poluentes (combustíveis fósseis) e as renováveis (energia hidrelétrica, solar, eólica etc.). Segundo o estudo desenvolvido pelo pesquisador José Goldemberg, a matriz energética brasileira, hoje, é formada por 54,7% por fontes não renováveis e 45,3% de fontes renováveis. Nesse contexto, a energia solar tem desempenhado um papel cada vez mais importante para a transição brasileira para uma matriz energética de baixa emissão de poluentes.


Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o Brasil superou a marca de 5 gigawatts de tecnologia solar, entre 2012 e 2019. Ao todo, a fonte trouxe mais de R$ 26,8 bilhões em novos investimentos privados no país, gerando cerca de 130 mil empregos, com quase 15 mil empresas atuando no mercado. O desenvolvimento do fotovoltaico contribui fortemente para o meio ambiente, já que a energia produzida é renovável, ocupa pouco espaço, pode ser instalada nos lugares mais distantes e o destaque: não emite gases poluentes.


No mês passado, o número de pedidos de concessão de fontes de geração de energia solar fotovoltaica cresceu cerca de 270% em relação a março, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A pesquisa da organização revelou que, entre outubro de 2019 e março de 2020, foram registradas solicitações de mais de 11 gigawatts de projetos solares, a maior parte no estado Minas Gerais.


O constante crescimento da demanda por energia solar tem levado o setor a se tornar a oitava maior fonte de geração do Brasil, de acordo com a ABSOLAR, correspondendo a faixa de 1,6% do total da produção de energia. Já são 92 iniciativas funcionamento em nove estados, nas regiões Nordeste: Piauí, Ceará, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba; Sudeste: Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo; e Norte: Pará e Tocantins.


Em uma entrevista ao EcoDebate o presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, revelou que “A energia solar terá função cada vez mais estratégica para o atingimento das metas de desenvolvimento econômico do País, sobretudo agora para ajudar na recuperação da economia após a pandemia, já que se trata da fonte renovável que mais gera empregos no mundo”.

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