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Estudo revela a importância da terra indígena na mitigação do clima


O excesso de carbono armazenado acima do solo nas florestas amazônicas é essencial para qualquer estratégia de equilíbrio climático. Um novo estudo científico, “O papel da conversão florestal, da degradação e do distúrbio na dinâmica do carbono dos territórios indígenas e das áreas protegidas da Amazônia”, produzido por organizações Pan-amazônicas, comprova a importância das terras indígenas na manutenção dos estoques de carbono na Amazônia, ajudando na regularização do clima.


Melhorar a gestão das terras é essencial para atingirmos as metas estabelecidas no Acordo de Paris. A partir disso, o artigo publicado pela Revista científica" Proceedings of the National Academy of Sciences", identificou que as Terras Indígenas e as áreas naturais protegidas na Amazônia são menos propensas à perda líquida de carbono do que regiões desprotegidas. Isso ocorre porque a liberação de carbono, resultante de degradação das terras protegidas é, em grande parte, compensada pelo crescimento da vegetação florestal – algo que não se observa em terras sem proteção. De toda a biomassa estimada para região amazônica — 73 bilhões de toneladas de carbono — 58% ou 41,1 bilhões de toneladas de carbono encontram-se em territórios indígenas.


São necessárias políticas públicas para a proteção das áreas. Segundo a investigação, 47% da perda total do CO2 em terras indígenas na Amazônia, pertence a concessões de atividades de mineração, extração de petróleo e as queimadas ilegais. “Esse é um percentual preocupante, dada a importância que as florestas tropicais têm no fornecimento de serviços ecossistêmicos, além de seu papel na captura e armazenamento de carbono”, explica Carmen Josse, coautora do relatório e pesquisadora da Fundação EcoCiencia, em vídeo do site Carbono Vivo, plataforma criada para divulgar o estudo.


Os resultados demonstram que a posse e a gestão de terras indígenas são fundamentais para proteger as florestas amazônicas contra as crescentes demandas pelos recursos energéticos e fundiários da região. Para os cientistas, as técnicas dos povos indígenas no controle das florestas, são repositórios globais de carbono florestal ou carbono vivo, além de assegurar um amplo leque de serviços essenciais para os ecossistemas.


A pesquisa foi feita por cientistas, especialistas em política e líderes indígenas do Woods Hole Research Center (WHRC), da Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (Coica), do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), da Rede Amazônica de Informação Socioambiental (Raisg) e do Fundo de Defesa Ambiental (EDF). A Raisg é um consórcio entre oito organizações não governamentais de seis países da Pan-Amazônia (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela).

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