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Fórum Pernambucano de Mudança do Clima discute ações de mitigação de CO2 no estado



Apesar do isolamento social causado pelo Covid-19, a pauta climática estadual ainda possui urgências a serem discutidas. Realizada hoje, 16 de abril, pela primeira vez por videoconferência, a 4° reunião extraordinária do Fórum Pernambucano de Mudança do Clima apontou a importância dos governos subnacionais estabelecerem metas de mitigação de emissões de gases de efeito estufa (GEE), bem como de envolver empresas na pauta climática e das estratégias de pesquisa dos planos setoriais de mitigação estaduais. No evento, foi apresentado ainda decreto que reorganiza o Fórum, de forma a alterar a formação do colegiado e expandir a participação da sociedade civil, saltando de 20 para 34 representantes.


José Bertotti, secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco e presidente do Fórum, disse que o encontro é uma iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco para o avanço da pauta climática no estado no atual contexto de crise. “É muito importante continuar caminhando para a implementação das políticas ambientais, para alcançar maior resiliência no enfrentamento de situações como esta. Esse espaço é fundamental para que sejam discutidas todas as questões, e que apontemos caminhos e soluções para superarmos os desafios para a implementação das políticas climáticas no estado de Pernambuco”, afirma. Bertotti lembra ainda que o reflexo causado pela crise do COVID-19 nas emissões de gases de efeito estufa em Pernambuco terão um resultado apenas momentâneo e em menor impacto em relação a outras localidades.


O diretor executivo do Centro Brasil no Clima, Alfredo Sirkis, destacou o desenvolvimento de metas de mitigação nos governos locais. A proposta foi mostrar que, por meio da mobilização de agentes e da disposição na aplicação de política públicas locais para redução de emissões, é possível receber ajuda internacional e/ou fontes financiadoras de projetos. “Existe a necessidade do Fórum Pernambucano de suscitar a criação de uma câmara temática que trate de floresta, reduzir o desmatamento e promover o agitamento. Algo que já está sendo feito em Pernambuco. Existe financiamento para isso e é necessário monitorar a quantidade de carbono que está absorvendo”, revela.


Destacando o compromisso da inciativa privada com a agenda climática, a coordenadora do Instituto Ethos, Flávia Resende, participou do Fórum com uma exposição do tema “O engajamento das empresas na pauta climática”. Flávia ressaltou que, em geral, tendem a ser as grandes empresas, com maiores recursos, que buscam a implementação de práticas relacionadas a redução de emissões.


Além dos integrantes do Fórum, que é integrado por 15 secretarias e órgãos estaduais, a plenária reuniu mais de 100 representantes ligados ao tema, relacionados com Assembleias Legislativas, líderes do setor produtivo, integrantes da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), universidades, ONGs, organizações sindicais, movimentos socais e ativistas.


A estratégia de implementação, reativação e apoio ao desenvolvimento de Fóruns subnacionais, como o Fórum Pernambucano de Mudança do Clima, é uma das iniciativas do Centro Brasil no Clima - CBC, através do projeto de mobilização Governadores pelo Clima, apoiado pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ).

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