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Governos estaduais apresentam iniciativas sustentáveis e defendem compromisso ambiental na COP26

Governadores e representantes de oito Estados brasileiros participaram hoje (09/11) do encontro “Gobernadores por el clima: los estados brasileños lideran la implementación de las NDC” promovido pelo Centro Brasil no Clima. O evento foi transmitido ao vivo pelo canal do Programa EUROCLIMA+ no Youtube e pode ser acessado aqui.




Guilherme Syrkis, diretor-executivo do CBC, destacou a importância da iniciativa para que o Brasil avance nas pautas ambientais e possa atrair investimentos. “Essa é uma união nunca vista em nosso país. São representantes de todas as regiões brasileiras em prol das pautas ambientais. O Consórcio Brasil Verde, que lançamos na semana passada, é uma boa demonstração dessa união e uma grande oportunidade para atrairmos investimentos”, afirmou.


Os governadores e representantes dos estados apresentaram as propostas e ações de desenvolvimento sustentável, que conjuntamente contribuem para que o Brasil alcance as metas de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE). Hélder Barbalho, governador do Pará, reforçou o objetivo do Governadores pelo Clima: a implementação de soluções sustentáveis para a construção de um novo modelo de desenvolvimento.


“Estamos aqui em busca do equilíbrio climático e de um novo modelo de desenvolvimento, que permita uma compatibilidade entre as pessoas e a floresta e a construção de um novo tempo. Nossa missão é construir soluções para que a floresta em pé se torne uma vocação econômica, um novo ativo e commodity global, para que ela possa se consorciar a vocações que já são estruturadas e que sustentam a economia da nossa região, como a atividade do agro e da mineração e outras oportunidades que garantem renda para os brasileiros da Amazônia”, afirmou Barbalho.


O papel dos governadores e o compromisso com um modelo econômico mais sustentável também foi defendido pelo governador de Pernambuco, Paulo Câmara. “Sabemos que houve retrocessos ambientais no nosso país, mas os entes subnacionais também têm responsabilidades sobre o tema e, por isso, precisamos estar atentos ao que precisa ser feito no âmbito de nossas competências. Estamos aqui para reafirmar nosso compromisso com as pautas climáticas e implementar as ações necessárias para alcançarmos nossos objetivos de uma economia mais sustentável”, afirmou.


A postura do Governo Federal em relação às questões climáticas também foi pontuada por Sarney Filho, secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, que defendeu o papel central do Brasil na defesa do meio ambiente e no enfrentamento das mudanças climáticas no planeta.


“A atual política do Governo Federal destrói de forma sistemática e acelerada uma bem sucedida política ambiental que foi construída ao longo de décadas de lutas. Essa desconstrução é feita em diversas frentes com o desmonte dos órgaos de fiscalização, alterações normativas e legais e ainda de forma literal com a degradação pelo estímulo ao dematamento, às queimadas e ao garimpo ilegal. É nesse cenário que os governos subnacionais devem assumir um protagonismo crescente nos compromissos climáticos brasileiros”.


O caráter apartidário do Governadores pelo Clima foi também destaque na fala de Wellington Dias, governador do Piauí, que vê no Consórcio Brasil Verde a possibilidade de consolidar em nível nacional e a longo prazo ações concretas em prol do meio ambiente. “Somos representantes de diferentes regiões e partidos. Essa união é uma forma de vencer mudanças políticas e de pensamento que são normais às democracias. É uma oportunidade de firmarmos uma segurança sobre as pautas climáticas e construirmos uma agenda de longo prazo”.


O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, apresentou ações do governo que estão contribuindo para uma transição energética no estado. “Uma das nossas iniciativas para viabilizar uma redução das emissões é o investimento em vias que conectam Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul com pontos de abastecimento e recarga para veículos elétricos”. O governador também destacou iniciativas de investimentos em gás natural em substituição às usinas termelétricas. “Apesar do gás natural ainda ser responsável por certo grau de emissão, é uma alternativa que implementa uma mitigação de cerca de 200 a 240%”, explicou.


O Mato Grosso do Sul também está investindo na agenda ambiental e na economia verde e em 2016 firmou o compromisso de se tornar carbono neutro até 2030. Segundo Jaime Verruck, Secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar do estado, ações estratégicas já fazem parte das políticas públicas. “Nosso principal desafio é a mudança do uso da terra, por isso passamos a implementar incentivos para que os produtores rurais pudessem fazer a transição para um sistema de baixo carbono. Nós tínhamos aproximadamente 8 milhões de pastagens degradadas e quando trouxemos essas áreas para agricultura através de sistemas de plantio direto e de melhoria da eficiência conseguimos transformá-la em carbono positivo. A degradação severa no estado caiu de 45% para menos de 20% de pastagens degradadas”, explicou.


O Secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Trani, também reforçou o compromisso do estado de São Paulo com as metas de preservação ambiental e apresentou ações que já estão em andamento. “Queremos ampliar as áreas de reflorestamento no nosso estado que deve alcançar 1,5 milhões de hectares até 2050. Já reservamos recursos de 150 milhões por ano aos prefeitos para que eles possam, junto com os proprietários privados, manter ações de preservação das florestas e também diminuímos em 4% o ICMS de carros elétricos”, destacou Trani.


Já para o Estado do Amapá, o desafio é atrelar desenvolvimento e sustentabilidade. O Estado tem emissões de GEE negativas e o desafio é implementar ações de desenvolvimento econômico sem alterar drasticamente os números de emissão. Segundo Josiane Ferreira, Secretária de Meio Ambiente do Amapá, o estado já investiu na construção de bases cartográficas, que trazem modernização e transparência para as ações ambientais, e fez investimentos de grande porte no setor de bioeconomia.






Mais informações:

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